terça-feira, 10 de julho de 2012
O que eu chamo de verdadeira relação burguesa
Esta semana alguém me falou de uma sociedade doente e burguesa aonde todo mundo faz tudo sempre igual com uma fórmula fracassada. Isto me fez pensar em muitas coisas que são jogadas para baixo do tapete como vi em um quadro do Salvador Dali.
Desde os meus 16 anos comecei a namorar e descobri a relação burguesa.
Para mim, mais do que a família burguesa tradicional e chata existe a “relação burguesa” que nada mais é do que o “corporativismo” masculino, a “ética” masculina, o “código” dos machos!
Como tenho 36 anos, passei 20 anos tentando encontrar na espécie masculina um ser único, diferente que não acreditasse nesta relação macho falida, cujo lema é: “- homem é assim, eu sou homem. Errar é humano.” Como se isto justificasse tudo e todas as suas fraquezas.
Os homens são seres iluminados, fortes, viris, protetores, almas lindas, amigos de verdade, mas quando se trata de amar uma mulher vestem: A MÁSCARA! Eu chamo de máscara aquele rosto que lhe diz que lhe ama, que é fiel a você, que lhe fala toda verdade, que você completa e supre todas as “necessidades” dele e que com VOCÊ ele será diferente do que sempre foi com as outras. Ele não está dizendo uma mentira, ou lhe enganado, é pior que isto, ele está tentando ser amado. Mas dentro dele, ele sabe que mais uma vez ele está no amor da relação burguesa. E quem você vai amar? Um personagem! Não alguém falso, mas você vai amar o que ele gostaria de ser para você, mas não é. A sociedade faz a forma e ele acredita que ele nasceu assim.
Encontrar amigos (primatas) no bar, fazer churrasco (assar a caça), jogar ou ver futebol (correr atrás da caça), contratar prostitutas (sexo animal de poder), happy houer toda semana entre homens (roda em volta da fogueira) e a pior de todas, achar que as despedidas de solteiro não são traição. Aliás, eles acham que não é traição se não envolver sentimento, por isso não aceitam quando mulher trai, porque acham que a mulher só trai se está “apaixonada”. Tem também o que acha que traição apimenta a relação, quebra rotina, ou lhe ajuda a sair de um casamento falido.
Ainda tem o raro macho que gosta de estar sozinho. Este mesmo não tendo esta roda de amigos, tem um só amigo ou O Amigo Imaginário, com o qual ele conversa por horas e cuja qual sempre lhe aconselha a seguir seus instintos mais básicos.
Puxa, até quando estes estereótipos vão valer para pessoas evoluídas? Até quando estas muletas vão servir para os machos capengas de amor?
Todos falam em salvar o planeta, salvar a política, salvar as pessoas que passam fome, mas ninguém fala em salvar as pessoas destas relações macho burguesas de máscaras!
O máximo que nós mulheres conseguimos durante séculos, foi pensar que a traição era permitida por que
“homem é assim mesmo, mas sou eu que ele ama”! O máximo que nós mulheres conseguimos pensar nos dias de hoje é que devemos fazer igual e para isso pegamos emprestadas as máscaras deles. Tudo doença, tudo sombra.
Mas o que as fêmeas podem fazer a não ser brigarem entre si pelo “seu homem” e serem cada vez menos “corporativas” e mais competitivas?
Foram 20 anos de busca, 20 anos tentando despertar o melhor no meu companheiro do momento. Inutilmente. Porque eles não poderiam quebrar uma promessa, quebrar um código que todos esperam deles. Promessa que inclui falar algo lindo para sua “amada” e outra coisa bem diferente entre o seu clã de machos “em evolução”. É incrível, mas você pode ver homens maravilhosos, professores da vida, espiritualizados, pais amorosos, maridos enamorados, falando em uma mesa de bar coisas como: comi; fodi; trepei; bah, feijão com arroz todo dia não dá; vou negar o que fiz até a morte; minha mulher jamais pode saber; etc...
Os homens oferecem o melhor deles, carinho, fidelidade (momentânea), amizade, mas NUNCA A VERDADE! E qual verdade? Dizer na cara: “- Lamento amor, mas faço parte da religião, grupo, nação, clã dos machos... Uga Uga....e chegará o dia em que “mim” não poder recusar as que se oferecem..Uga Uga...mim...quer comer mulher...uga uga ...um dia isto vai gritar dentro de mim..uga!!!!”
Eu queria tanto que fosse diferente, que durante anos menti para mim mesma, que se eu fosse fiel, amorosa, dedicada, verdadeira eu atrairia e mereceria alguém assim. Na verdade eu mereço, mas será que terei? O “instinto” fala mais alto, a relação burguesa dos machos é muito mais forte que eu imaginei. E como para serem amados pelas mulheres eles teriam que romper com os homens e principalmente com o seu melhor amigo, o Sr. Pênis, eu entrego os pontos.
Caso você não possa vencê-los, junte-se a eles. E é o que a maioria das mulheres tem feito. Dão o troco. Algumas não fariam por vingança, nem por medo ou instinto feminino de querer ser caçada e possuída, mas por cansaço e necessidade de amar um deles, pois tendo o mesmo comportamento, podem aceitar este comportamento neles.
Antigamente eu pensava que existiam três opções: 1 aceitar que ele vai deitar ao meu lado uma noite destas depois de ter experimentado outra mulher, com aquele pensamento: ninguém nunca vai saber e foi só sexo; 2 acreditar que ele nunca faria isto, e se fizesse a culpa o mataria; 3 a vingança feminina, antes, durante e depois. Mas hoje eu penso que só tem uma saída:
Homens e mulheres se amarem, acordarem, evoluírem, e acreditar que a monogamia traz algum beneficio na alma. E que ela deve ser trabalhada, treinada, é uma mudança de caráter! Eu sei, é utopia! Este texto já é uma tentativa de ligar este botão em alguém! Eu sei, muitos machos dirão que é egoísmo querer tirar este “companheirismo” dos homens! Mas alguém acredita que eles podem romper com isto e jogar a máscara fora se continuarem unidos e apoiados pela sociedade?
Então, enquanto as coisas não mudam, façamos o seguinte: mulheres parem de educar seus meninos como se fossem pênis ambulantes! E de vez em quando, muito de vez em quando, cheguem em casa depois de ter experimentado outro homem e pensem que seu companheiro nunca vai saber e que tudo foi só sexo. Ele é quem você realmente ama. Assim, seu ciúme vai diminuir e você vai conseguir perdoá-lo e pode até por alguns momentos se sentir feliz nesta relação doente. Mas é isto que é amor? Isto é queremos para os homens e mulheres deste século? Acordem! Fora a guerra dos sexos e machismo! O amor só existe se há fidelidade mutua.
Bem, em resumo, a verdadeira “relação macho burguesa”, mata o verdadeiro amor!
Cíntia.
03/07/2009.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Eu, água? Ele, vinho?
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O que fazer em situações onde homens que, já não mais reproduzem atitudes machistas e de opressão, encontram-se por tal motivo isolados socialmente?
MAÇÃS PODRES
"O que fazer em situações onde homens que, já não mais reproduzem atitudes machistas e de opressão, encontram-se por tal motivo isolados socialmente?
Mantê-los excluídos, mesmo que a luta pela emancipação feminina seja uma luta social contra a exclusão, não é reproduzir a lógica sexista que combatemos e que manteve por milênios a mulher restrita à exclusividade do espaço privado?
Dentre os delitos que cometi nestes trinta e dois anos de existência a que estive condenado, o principal crime do qual fui cúmplice e também culpado, foi o de ter sido posto no mundo como homem. E exercido este privilégio. Não lembro quando comecei a preparar o cimento da virilidade, assentar sobre a já existente e sólida base, os tijolos do machismo, subir devagar as paredes da opressão, instalar no concreto armado as grades da “insensibilidade” ou quando perdi as chaves, no momento que me trancava dentro do presídio chamado masculinidade. Nem sei exatamente se as deixei cair ou se as joguei para fora do calabouço. Embriagado e turvo com a ilusão vaidosa de ser "o FORTE rei do castelo chamado mundo"!
Como todo escravo preso à cultura cristã do machismo, sem saber, eu era só carne e culpa. Se as mulheres vivem presas na intimidade úmida de seus quartos vazios com seus sonhos de bonecas, nós homens vivemos “livres” nas calçadas de ruas desertas do outro, com seus sobrenomes de matrimônios pomposos.
No fundo, vivemos todos isolados numa fortaleza, cada qual em seu canto. O que determina o claustrofóbico drama de cada prisão não é o tamanho das grades e correntes, nem tanto é o espaço territorial no qual estamos inseridos, mas a angústia existente no silêncio que ecoa sem resposta dentro do vazio de cada peito sufocado, de cada grito contido, de cada sussurro não ouvido. E não adianta gritar quando todas as vozes na multidão gritam juntas por socorro. Pois é mais fácil querer salvar o mundo do que tentar salvar a si mesmo.
Agora que aos poucos vou me sentido livre das correntes do machismo, me encontro perdido num limbo, sem saber bem para onde vou. Sei apenas que tenho os rumos de uma vida em minhas mãos, mãos que não podem suportar sozinhas o peso de outras correntes. É o fim da ilusão de ser forte. Não posso mais olhar para trás com medo de sentir-me seduzido a novamente entrar no presídio congelado de velhas emoções e lembranças, se é que havia emoções dentro do frio e do gelo destas lembranças. Não sou mulher e nem mais consigo me definir mais como homem. Definição esta que pressupõe um conjunto de atitudes e valores que não me encontro mais disposto a compartilhar. Em que categoria eu posso me classificar agora? Eis a angústia de quem ultrapassar as barreiras dos gêneros na busca em ser por demasiado HUMANO. Rompi com as correntes e as grades e, junto com a provável liberdade, veio o medo da loucura e a angústia da solidão! Eis, em parte, o que é ser homem e se encontrar do outro lado do espelho. Vejo o abismo!"
http://nucleogenerosb.blogspot.com/2009/01/masculinidade-admirao-ingnua.html#more
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Mais um texto que eu assino embaixo de Maria Berenice Dias
Depois de toda uma trajetória de culto ao corpo, que inclui malhação, dietas, academias, e após muita espera e persistência, eis que chega o grande dia. Vestida de noiva com véu e grinalda, é entregue pelo pai ao marido, até que a morte os separe...
Aí começa o seu reinado. Seu cetro é a vassoura, sua coroa, quem sabe, uma lata d’água e seu manto, montanhas de roupas para passar. Como lhe ensinaram, a ela cabe o papel de esposa e mãe, o que não raro se desdobra em cuidar de doentes e idosos. É a responsável pelas tarefas domésticas. Isso inclui limpar, cozinhar, lavar, costurar, fazer compras, além, é claro, de cuidar da educação, da socialização, da saúde e do bom desenvolvimento dos filhos, mas sem descuidar do marido. Porém, essas lides caseiras não são reconhecidas, não gozam de qualquer prestígio social. Por não ser trabalho remunerado, não é contabilizado, não possui valor econômico. Assim, as donas-de-casa são trabalhadoras que não recebem salário, não fazem jus a descanso semanal, limite de jornada, feriados, licenças e nem à aposentadoria ou à previdência social.
A obrigação pelo exercício dessas atividades está ligada à equivocada noção de que elas decorrem da natural divisão do trabalho. Por terem as mulheres o monopólio da função reprodutiva e a capacidade de amamentação, a elas se atribui, com exclusividade, toda a responsabilidade pela criação dos filhos e organização do lar. No entanto, a reserva de papéis diferenciados ao homem e à mulher é uma construção cultural, que acaba gerando uma hierarquização pela mais-valia que se atribui às atividades masculinas pela só razão de que os homens ocupam o espaço público, monopolizam o poder econômico e o político.
Todos olvidam que a mulher desempenha papel fundamental para a subsistência não só da família, mas do próprio Estado, pois é a responsável pela procriação e criação dos cidadãos de amanhã. Seus filhos são a força de trabalho que irá garantir a continuidade da sociedade. Ainda assim, o trabalho feminino não é valorizado.
Quando, apesar de todos esses obstáculos e limitações que as atividades domésticas impõem às donas-de-casa, elas conseguem se inserir no mercado de trabalho, passam a desempenhar dupla jornada. Como não conseguem se livrar de seus encargos familiares, têm menos disponibilidade de viajar, freqüentar cursos, estudar, isto é, menos condições de se qualificar, o que limita salários e dificulta a ascensão profissional.
Não bastasse tudo isso – ou talvez em face de tudo isso – a rainha do lar ocupa uma posição subordinada e de submissão, pois deve obediência ao marido, dono e senhor da casa.
De todo esse reino de sujeição, a rainha, sem dúvida alguma, é sempre a mulher. Até quando? Mister que tome consciência de suas potencialidades e busque sua realização pessoal para além do circuito doméstico. É preciso que desça do trono e se torne uma ativista na luta pela sua dignidade humana."
"É necessário o dia da mulher, para não esquecer que há um longo caminho a percorrer: o da cumplicidade."
Maravilhoso texto de : Maria Berenice Dias
Fonte: Jornal Sutiã de POA.
"Quando se fala no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher - duvido que alguém não tenha ouvido a célebre pergunta: por que um dia para as mulheres? Não há um dia para os homens! Ou ainda, é dito, de forma jocosa que o dia das mulheres são todos os dias; que as mulheres estão invadindo todos espaços e ocupando os lugares masculinos.
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Você quer estar na cruz ou batendo os pregos?
E chega de “Marias” vítimas da vida do filho, vivendo para ele e por ele. É uma visão de uma mulher que não tinha evoluído ainda para perceber o seu valor e igualdade humana. Falo da Virgem Maria que os “carrascos” procuram para ter em seus lares e que as mulheres ainda buscam ser para não se sentirem culpadas.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Oficina de teatro para colaboradores de empresas
A arte que acontece fora começa dentro Existem milhares de idéias poderosas espalhadas pelo mundo que estão transformando a realidade. São executivos, inovadores sociais, líderes comunitários, permacultores, líderes do setor público, artistas, profissionais autônomos, gente atuante em várias áreas, capazes de combinar a paixão e garra de um ativista com o pé no chão e pragmatismo de um empreendedor. Essas pessoas compartilham entre si o desejo de um mundo melhor, criam idéias para fazê-lo acontecer, e tem muita vontade de realizar isso tudo.
A OFICINA DESMASCARANDO A ARTE EM VOCÊ é mais que uma oficina de teatro para não atores, é um projeto que permiti que a pessoa crie uma mudança interna e descubra ser os artista principal da sua vida. O propósito não é criar um grupo de teatro, mas que através da ferramenta do teatro, dinâmicas de grupo, exercícios e aulas teóricas, aconteça algo que realize a conexão entre as pessoas e que as faça produzir e compartilhar conhecimento.
São aulas de três horas de duração, para um grupo mínimo de seis pessoas, uma vez por semana, durante três meses para trabalhar: a criatividade, expressão corporal, autoconfiança, perder a timidez, trabalhar em equipe, melhorar a dicção, saber falar em público e se abrir mais para a cultura.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Viver é uma obra de arte.
Adenilson;Fabiano;Rogério;Cíntia;Anderson;Adair;JúlioEm fevereiro de 2010 foi lançado um desafio aos colaboradores da Aços Favorit RS. Um projeto ousado com o objetivo de potencializar o artista que existe dentro de cada ser humano e fazer um show teatral e dançante com 14 colaboradores da empresa. São seis não atores e 4 casais de não dançarinos que aceitaram o desafio de se apresentarem para um grande público na inauguração da filial de São Paulo. Com a direção e roteiro da atriz e diretora Cíntia Vieira( www.cintiavieira.com.br) e Abrazo dança de salão, todos farão o show juntos em São Paulo no dia 26/03/2010. A atriz canoense Cíntia Vieira participou deste projeto em dois momentos, o primeiro através da sua oficina de teatro para não atores preparando-os para se apresentarem para 500 pessoas e o segundo ela será a mestre de cerimônias deste evento em São Paulo com a sua personagem apresentadora Lolita. Cíntia que dirigiu a parte teatral e que será a Lolita no show diz: "Viver é uma obra de arte. Somos artistas no palco da vida humana independente se trabalhamos arte ou não."
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Carta maravilhosa que resgatei do site: http://palaciodasvarandas.blogspot.com
A Lei do Palhaço
"Como professor vejo que, muitas vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que fez e faz. Tenho a impressão que ensino no vazio ( e sei que não estou só nesse sentimento ) porque depois de formados, meus ex-alunos parecem se acostumar rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos. Parece que quando meus meninos e meninas caem no mercado de trabalho, a única coisa que vale é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo. Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio.Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos.É uma total inversão de virtudes, de conceitos.A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos.
Texto antigo escrito em julho de 2009.
E quem você vai amar? Um personagem! Não alguém falso, mas você vai amar o que ele gostaria de ser para você, mas não é. A sociedade faz o modelo e ele acredita que nasceu assim.
Ainda agem como primitivos. Encontrar amigos (primatas reunidos) no bar, fazer churrasco (assar a caça), fascínio por futebol (correr atrás da caça), contratar prostitutas (sexo animal de poder), happy hour toda semana entre homens (roda em volta da fogueira) e a pior de todas, achar que as despedidas de solteiro não são traição. Aliás, eles acham que não é traição se não envolver sentimento, por isso não aceitam quando mulher trai, porque acham que a mulher só trai se está “apaixonada”. Tem também o que acha que traição apimenta a relação em casa, quebra rotina ou lhe ajuda a sair de um casamento falido.
Mas na verdade a justificativa social é que o “instinto” fala mais alto, ou seja, a relação burguesa dos machos é muito mais forte que eu imaginei. E como para serem amados pelas mulheres eles teriam que romper com os homens e principalmente com o seu melhor amigo, o Sr. Pênis, eles mentem.
Talvez a solução seria entregar os pontos.Caso você não possa vencê-los, junte-se a eles. E é o que a maioria das mulheres tem feito. Dão o troco. Algumas não fazem por vingança, nem por medo ou instinto feminino de querer ser caçada e possuída, mas por cansaço e necessidade de amar um deles, pois tendo o mesmo comportamento, podem aceitar este comportamento neles.
Hoje eu penso que só tem uma saída: homens e mulheres se amarem, acordarem, evoluírem, e acreditar que a monogamia traz beneficio na alma. Ela deve ser trabalhada, treinada, é uma mudança de caráter! Eu sei, é utopia! Este texto é utópico porque é uma tentativa de ligar este botão em alguém! Eu sei, muitos machos dirão que é egoísmo querer tirar este “companheirismo” dos homens! Mas alguém acredita que eles podem romper com isto e jogar a máscara fora se continuarem unidos e apoiados pela sociedade? Apoiados por nós mulheres e pela nossa falta de união?
E quem sabe devam de vez em quando, muito de vez em quando, chegar em casa depois de ter experimentado outro homem e pensar que seu companheiro nunca vai saber e que tudo foi só sexo. Ele é quem você realmente ama. Assim, seu ciúme vai diminuir e você vai conseguir perdoá-lo e pode até por alguns momentos se sentir feliz nesta relação doente.
Mas é isto que é amor? É isto que queremos para os homens e mulheres deste século? Acordem! A vida seria melhor sem a guerra dos sexos, sem o machismo e sem o rótulo de feminista para quem quer a igualdade! A sociedade ainda aceita, estimula e compreende os homens "mulherengos", mas homens e mulheres aceitam as mulheres que traem? Mulheres também tem "instintos" de caça! Enfim, o amor completo só existe se há fidelidade mutua.
sábado, 28 de novembro de 2009
O ganha pão pode vir da alma
Difícil convencer pai, mãe, amigos, vizinhos, a sociedade em geral, e até a você mesmo , que você pode sobreviver, lucrar e realizar-se fazendo aquilo que faria pela alegria, por lazer, dom e diversão. Mais difícil ainda, tornar isto tão profissional e tão sério que acaba sendo o seu trabalho de segunda a segunda, trabalhando mais do que em um emprego “convencional”.
Precisei de coragem para largar o tão “elogiado” emprego de carteira assinada para viver o teatro. Precisei de mais coragem ainda para largar os grupos de teatro e viver como diretora, produtora e atriz de um escritório que vende as minhas próprias apresentações teatrais.
Comecei sem parâmetros.Inventei esta forma se trabalhar, e fazendo arte, não me perdi nas tramas de pensar só no hoje que tanto enredam os corações dos artistas. E deste ofício consegui algo que talvez meus empregos “convencionais” não me dariam. Conquistei a casa própria, carro, estabilidade “emocional” e “admiração” social, mesmo sendo uma atriz teatral de eventos corporativos e familiares. Tudo coisas simples, mas que tem a minha cara e suor.
Ainda tem o agravante de ter nascido mulher. Muitas vezes bombardeada por frases que insultam por parecer que somente com a ajuda de alguém conseguiria me manter, ou ainda, recebendo propostas de emprego como se eu não fosse uma empresária e profissional do meu próprio negócio.
Tem também a questão do sucesso. O que é sucesso senão passar a maior parte do dia fazendo coisas com prazer? Mas muitos dizem que o sucesso é estar naquela caixa hipnótica (TV) que temos na sala, quarto, cozinha e às vezes até no banheiro. Outros dizem que sucesso é somente grana.
E qual é a boa notícia? Eu sou feliz tendo acreditado em um dom e estudado para aprimorá-lo. Eu sou feliz vivendo o teatro “solitário” que criei. E você pode também! Você ama alguma coisa que faz nas horas vagas e todo mundo lhe diz que isto não leva a nada? Quando alguém vai iniciar algum negócio, estuda, planeja, dá um prazo de dois anos para começar a dar lucro. Decidir viver da arte, por exemplo, não é diferente. Tudo tem que ser planejado e a força interior deve ser enorme, porque todos querem que você seja “igual”. Não esqueça, fazer arte pode ser confeccionar bijuterias ou tocar em uma grande orquestra.
Cuide-se com pessoas frustradas que largaram os seus sonhos de criança, quando desejavam até ser astronauta, pela responsabilidade de manter-se e manter uma família escolhendo profissões padrão. Estas pessoas costumam nos colocar para baixo e esquecem que com os corajosos, fora da mídia e desbravadores, pode dar certo!
Cíntia Vieira.
Atriz e diretora da Cíntia Vieira Eventos Ltda.
www.cintiavieira.com.br




